domingo, 30 de agosto de 2009

Dossiê Michael Jackson.


























Artigo.

O que Deus uniu, o homem transforma e separa.



por Marlon Marques & Cremilda Batista.








































Qual o sentido do casamento nos dias de hoje? Sacramento, maldição, sonho ou interesse, ou um pouco de tudo menos sacramento? Independentemente do que seja, o fato é que o casamento ainda ocupa um lugar privilegiado na consciência social do ocidente. Talvez não seja mais o sonho das meninas de hoje – a quem diga dos rapazes – mas muitas ainda fantasiam o homem perfeito, o bom marido, a proteção de um lar, e muitos homens também querem ter uma esposa, aquela que substituirá a mãe no afeto e no cuidado, mas que numa inversão do sagrado ao profano, ele poderá possuir e ser possuído. O casamento hoje é muito mais oportunidade do que qualquer outra coisa, o dote ocidental é partilha dos bens, mesmo entre casais pobres nas periferias urbanas, entre os ricos e abastados, não apenas o aspecto econômico está em jogo, mas também a exposição midiática. Há mulheres que viram celebridade por nada fazerem, apenas por casarem-se com alguém famoso, isso já basta para aparecerem e arrumarem contratos para revistas masculinas, programas fúteis de tevê ou qualquer outra idiotice que venda e tenha aceitação entre as classes mais baixas. E é nesse viés da oportunidade e do interesses que enquadramos o primeiro casamento de Michael Jackson. Em 1994 o rei do pop contrai matrimônio com a filha do rei do rock, Lisa Marie Presley. O casamento é claro que era uma grande jogada de marketing, um grande casamento real, entre o rei do pop e a filha do rei do rock, duas marcas gigantes da indústria da música juntas, um Jackson e um Presley, isso por si só bastaria para atrair a atenção do mundo todo para eles. E conseguiram. Estava muito claro que não havia amor, apenas interesse mutuo, contratos apareceriam e boas oportunidades de negócios, capas de revista, além de que Michael poderia estar de olho nos direitos da obra de Elvis. Analise bem, Michael Jackson já havia adquirido há onze anos atrás o catálogo da maior banda de rock da história, os Beatles, agora imagine ele com os direitos dos dois maiores artistas do rock de todos os tempos? É claro que isso não aconteceu, mas não dá para acreditar que ele não tenha pensado nisso. Michael é afeito a feitos grandiloquentes, e esse casamento não deixou de ser um feito desses, a magnitude de ter um sogro tão proeminente como Elvis não é algo simples, é digno de alguém como Michael, pois não bastava ter um esposa qualquer num casamento feliz, é melhor ter um casamento de fachada com alguém importante. O casamento durou apenas dois anos, o que comprovou ser esse um negócio mal sucedido. Michael então não iria ficar sozinho, jamais passaria o resto de sua eternidade sonhada sozinho. Então numa forma de provar que consegue o que pode e de se aproximar de nós, mortais – algo que estava se distanciando muito – casou-se com uma mulher normal, filha de pais anônimos, aparentemente normal, sem nada de especial, além do fato de ser sua própria enfermeira. Casamentos não necessariamente dão certo, é uma instituição durável, do qual a religião judaico-cristã chancelou na máxima: “o que Deus uniu, o homem não separa”. A enfermeira Debbie Rowe casou-se com Michael em 1996, após o divórcio do rei do pop com Lisa Presley. Ficaram casados por três anos, essa união gerou dois filhos, um menino e uma menina. Tudo parecia um sonho mais real, finalmente Jackson levava uma vida comum como nós, esposa, filhos, preocupações com saúde e educação das crianças, enfim, uma família feliz. Essa “família feliz”, talvez tenha sido uma estratégia de Michael Jackson para parecer normal. Essa normalidade encobriria suas excentricidades, pois sairia de foco seus desejos incomuns, suas vontades extravagantes, entre outras coisas. Michael é pai, é como qualquer outro homem, capaz de gerar prole, de amar alguém verdadeiramente, o que não aconteceu com Lisa. Se Lisa também não amou Michael, Debbie o amava em nossa visão ufanista e idealizada de um relacionamento, afinal, as fotos nos enganam ou nos revelam verdadeiramente as coisas. Numa rápida clicada no google, veremos fotos de casal e de família de Michael e Debbie, porém após a morte do astro, a verdade veio a tona, ou seria mais uma jogada de marketing? Há um paralelismo entre Michael Jackson e Lady Diana, no sentido de que, Paul Burrel, o fiel mordomo e confessor da princesa, criou uma nova versão dela para nós ao revelar segredos escondidos. Porém Burrel apenas revelou seus segredos após a morte da princesa, com Michael foi igual. Rowe revelou a farsa somente após o rei do pop morrer, pois sendo assim não conseguiria se defender. Mas fica no ar também essa defesa de Michael, pois se ele não se defendeu das acusações de pedofilia, porque então o faria em relação a seu casamento falso e dos desdobramentos deste? O mais impressionante é que não só o casamento de Michael ruiu, ruiu também sua família, uma vez que pagou para Rowe se casar com ele e posar de esposa feliz, e seus filhos, que na verdade não são seus, são de pais anônimos encontrados num banco de sêmen. Michael é oriundo de um universo onde a família sempre foi apenas ilustrativa. Seu pai era violento, sua mãe apática, seus irmãos apenas colegas de banda, nunca formaram uma família de fato, e como Michael sempre quis superá-los em tudo, queria ter uma família. Entretanto, como nunca conseguiu ou conseguiria por vias normais, comprou e manteve com dinheiro, o mesmo dinheiro que não o salvou da queda, da decadência artística, das doenças, e da morte. Michael nunca foi feliz em seus casamentos, apenas fingiu ser, muitos de nós acreditamos, agora ele está morto e muitos ainda insistem em não acreditar.























































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