sexta-feira, 8 de abril de 2011

No limite da loucura

Por Leandro Borges

 

Chefe da Polícia Civil diz que ex-aluno que matou crianças em escola de Realengo não tinha antecedentes criminais

07/04 às 18h03 Rafael Galdo; Luiz Ernesto Magalhães; Sérgio Ramalho e O Globo
Wellington Menezes de Oliveira, já morto, na escada da escola de Realengo / Foto: Jadson Marques













RIO - A chefe da Polícia Civil do Rio, Martha Rocha, informou, na tarde desta quinta-feira, que Wellington Menezes de Oliveira, atirador do ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, não tinha antecedentes criminais. Em entrevista coletiva na escola, a delegada disse que a polícia está investigando os motivos que levaram o ex-aluno de 23 anos a cometer os crimes. Ao todo, 11 crianças morreram no atentado. A Polícia Civil divulgou a lista com os nomes das vítimas .
INFOGRÁFICO: o passo a passo do atirador
- A Divisão de Homicídios está à frente da investigação. O autor (dos disparos) não tem antecedentes criminais - disse Martha Rocha.
O filho do dono do revólver calibre 38 usado para matar as crianças na escola presta depoimento na Divisão de Homicídios, na Barra. Ele é morador de Botafogo e seu pai, o dono da arma, já faleceu. Professores também estão na DH dando informações.
Policiais encontraram na bolsa do atirador o lençol branco que ele cita na carta e pelo menos seis speeds, uma peça que ajuda a carregar as seis balas do revólver de uma só vez.
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Os agentes da Divisão de Homicídios estão analisando imagens do circuito interno do colégio. O objetivo é traçar a dinâmica do ataque de Wellington. Durante o crime, ele colocou munição no revólver pelo menos duas vezes.
Agentes estão também na Rua Jequitinhonha, em Realengo, onde Welligton morou antes de se mudar para Sepetiba. Eles estão conversando com vizinhos em busca de informações sobre o caso.
Martha Rocha e peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) também foram a Sepetiba, na casa onde morava o atirador. O imóvel, na Rua José Fernandes, fica em frente a duas unidades da rede municipal de ensino: a escola municipal Felipe Camarrão e o Ciep Ministro Marcos Freire. Comerciantes do Local descreveram o rapaz como uma pessoa discreta e muito reservada.
A delegada Martha Rocha contou que o assassino entrou no colégio porque a unidade comemorava 40 anos. Wellington alegou que faria uma palestra para os alunos.
- Ele foi à primeira sala, fez os disparos, e depois entrou numa segunda sala, onde efetuou mais disparos. Daí para frente está sendo investigado.
Veja a localização da escola
O sargento Marcos Alexandre Alves, primeiro a chegar na unidade, e que atuava numa blitz do Detro nas proximidades, se deparou com o assassino no corredor do segundo andar, quando ele saía de uma das salas. Wellington apontou a arma para o policial, que acabou atirando e atingindo o assassino. De acordo com o sargento da PM, o atirador, então, caiu no momento que subia a escada para o terceiro andar. Em seguida, ele deu um tiro na cabeça.
Segundo o subprefeito da Zona Oeste, Edmar Peixoto, o atirador deixou uma carta de cunho religioso e teor muito confuso. A correspondência foi entregue à Delegacia de Homicídios.
















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De acordo com a secretária municipal de Educação, Claudia Costin, o ex-aluno teria visitado a escola há um ano. Por isso, ela acredita que o crime desta quinta-feira teria sido planejado.
Atirador do massacre de Realengo, segundo a Globonews
O governador Sérgio Cabral chamou o atirador de psicopata e animal. Cabral disse que ainda está aguardando a investigação para saber de onde vem a experiência de Wellington com as armas. Ele entrou no colégio com duas armas e munição profissional.
A Comissão de Segurança da Câmara nomeou três deputados para acompanhar a situação na escola. Os deputados que farão acompanhamento são do Rio de Janeiro: Alessandro Molon (PT), Dr. Carlos Alberto (PMN) e Stepan Nercessian (PPS). O grupo vai recolher informações e fazer pesquisas na secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro a fim de promover uma discussão quanto à elaboração de leis de combate à violência.

Enquanto isso quem sofre somos nós pela perda de nossas crianças... LUTO


3 comentários:

  1. Anônimo12:55 PM

    VAI PRO INFERNO MIZERAVEL .

    Luuto (f)

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  2. Esse ser só pode ser um complexado. Mesmo com os indícios de que essa tragédia é resultado de sua depressão e outros problemas, nada justifica. Que Deus o perdoe pela atrocidade que ele cometera.

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  3. Por mais revoltada, triste e sem conseguir compreender o que se passou na cabeça dessa pessoa quero que Deus O MEU DEUS, O DEUS DAS COISAS BOAS, tenha piedade desta alma!

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