terça-feira, 12 de abril de 2011

Saudações

E ai galera que acompanha o Iosbilário.com! Eu sou Denis Ambrósio e, por incrível que pareça, também sou colaborador deste blog. Gostaria primeiro de parabenizar nosso mais ativa colaborador, o Marlon Marques, que está sempre postando algum texto interessante, e também agradecer à todos que tem acompanhado o blog. Quero dizer que a partir de agora, vou tentar ser mais participativo. Também tenho uma novidade. Já está em fase de produção o Podcast do Iosbilário.com. Nele vamos discutir assuntos recorrentes do cotidiano, falar de música, esporte, cinema, traremos resenhas de Cd's, livros e filmes e, periodicamente, também traremos convidados para interagir com a gente. Está sendo feito com muito carinho e dedicação e espero que todos que acompanham o nosso blog curtam e divulguem. Acho que o Pod será uma forma de expor nossas idéias de um jeito mais informal e também interagir mais com os nossos leitores. Aguradem novidades.

Bom, vou encerrando minhas saudações, postando um texto que foi escrito em 2003, mas que me veio à mente enquanto pensava sobre a atitude do assassino da escola de Realengo.

Eros Thanatos

Passou como um raio flamenjante
Senti apenas um tremor em minhas pernas
Meus olhos estáticos olhavam para um ponto distante
Uma lágrima caiu, ungindo o solo rachado e sem vida.

Brotaram quatro fios de uma estranha planta
Cada folha com uma cor diferente
Preto, azul, vermelho e branco
Mas o que significava tudo aquilo?

Resolvi tocar uma dessas estranhas folhas
Me perguntando qual tocar primeiro
Olhava pra todos os lados
Mas somente o deserto me cercava

Toquei a azul, mais que cintilante
 E as águas do mar vermelho vieram
Inundaram tudo à minha volta
Porém não tocando nem a mim nem a planta

Me assustei e comecei a chorar
Ví toda a passagem bíblica se repetir
Moisés, as pessoas, o mar se abrindo
E todos avançando através daquela enorme passagem

Fui em direção à folha vermelha
Ao toca-lo, um fogo incontralável ardeu por toda parte
Um portal para o mundo civilizado se abriu
Como um anjo vingador, o fogo queimava a tudo e a todos sem piedade

As pessoas se escondiam com medo
Mas não havia pra onde correr
Prédios, casas, tudo desabou 
Estavam todos condenados

Corri e toquei a folha branca 
Então uma imensa claridade cegou a todos
Tudo ao redor ficou branco
Ouvia-se apenas o som de acidentes de trânsito

Era como se algo descesse dos céus
Buscando algo que não poderia ser visto
Veio o som das trobetas celestiais
Seria o juízo final?

Só restava a folha negra
Seria melhor toca-la?
Aflito e tomado pela curiosidade
Não só toquei a folha como a arranquei do solo

O portal de chamas fechou-se, restando apenas o chão rachado
Sentei-me ofegante, tentanto diregir tudo o que vira
Porém nada daquilo fazia sentindo
Não havia explicação para o ocorrido

Então um sussuro ao meu ouvido
"Você não precisa ver a trevas!
Pois sua vida talvez seja muita mais medonha
Do que todas as pragas do inferno!"

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