terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Opinião: Fim do MegaUpload comprova que PIPA e SOPA são desnecessárias???

Por  Leandro Borges


A legislação americana e cooperação internacional com a Nova Zelândia permitiram o encerramento do site. Para que, então, normas ainda mais rígidas?
A semana passada foi dominada pela batalha entre os que defendem o direito à propriedade intelectual e os que priorizam a liberdade da Internet. Um dia após o “apagão” organizado online em protesto à SOPA – lei que visa combater a pirataria online – o governo dos Estados Unidos derrubou o site de compartilhamento MegaUpload, provando que os novos projetos não são tão necessários assim.
De um lado do debate, congressistas americanos favoráveis a normas mais rígidas para reduzir a pirataria na rede – e, por isso, defensores do da SOPA e da PIPA. Insistem que a violação de direitos autorais é como uma epidemia, e que a única forma de controlá-la é a partir de uma legislação draconiana.
A maioria dos internautas discorda. Começaram com um boicote ao GoDaddy.com – serviço de hospedagem – que decidiu apoiar os projetos. Em poucos dias, a atenção em relação ao assunto aumentou, assim como a oposição. Cientistas responsáveis pela tecnologia sobre a qual a Internet está estruturada elaboraram comunicado, em que pediam ao Congresso que recusasse as propostas. A pressão popular e política tomou tal dimensão que os legisladores não tiveram outra opção a não ser adiar a votação.
A pergunta, porém continuou no ar. Por que precisamos de uma nova legislação?
A premissa dos que a defendem é que ela é necessária para combater o conteúdo distribuído ilegalmente a partir de sites que operam fora dos Estados Unidos, e, portanto, resguardados das leis norte-americanas. O MegaUpload era citado como um exemplo.
Ironicamente, a queda do portal serviu mais aos críticos da SOPA do que aos seus apoiadores. Afinal, mesmo sem ela – e vale lembrar que, possivelmente, mesmo com sua aprovação, o site conseguiria manter-se protegido – o governo dos EUA conseguiu fechar uma página sem sequer processá-la, e providenciar a detenção de seus responsáveis graças à cooperação internacional com a Nova Zelândia.
O caso do Departamento de Justiça contra o MegaUpload é baseado na legislação  ProIP, aprovada em 2008. Ela também enfrentou controvérsia, e possibilitou a criação de um cargo conhecido como “Czar do Copyright” – vinculado ao executivo, a pessoa nomeada pode atuar sem contatar o judiciário. Na época, muitos especialistas consideraram as leis autoritárias e desnecessárias, mas ouviram do governo que não haveria abuso.
As discussões quanto à atuação do Departamento de Justiça contra o site de compartilhamento, se ela é justificada ou um abuso do ProIP, só está começando. De qualquer forma, a ação não é inútil: serve para reforçar o quanto a SOPA e a PIPA são desnecessárias.









domingo, 24 de julho de 2011

O crepúsculo dos Deuses.

por Marlon Marques.

























O que é o limite da vida? Acredito que o limite seja aquele ponto em que a nossa vida chega e que temos apenas a opção de parar tudo que estamos fazendo e da forma como estamos fazendo pois o próximo passo pode custar à própria vida. Entretanto podemos morrer mesmo vivos, ou como os budistas [principalmente a escola tântrica]estamos morrendo um pouco a cada dia. Porém qual o objetivo da vida de um artista? Sucesso, fama, dinheiro, reconhecimento, luxo, extravagância ou um misto de tudo isso e mais um pouco? O rock nos oferece em abundância exemplos de artistas que vivem e viveram no limite de tudo, muitos deles pagaram com as próprias vidas, enquanto outros amargam o fundo de um posso que eles mesmos cavaram. Cartola já cantou que “o mundo é um moinho”, um grande triturador de ilusões e sonhos, que é tão implacável quanto o tempo, que devora as coisas e lega a obra [se é que podemos chamar assim em muitos casos] de muitos artistas ao mero esquecimento. Sid Vicious e Kurt Cobain são exemplos de vidas extremas, nas drogas e no sucesso repentino o primeiro tornou-se símbolo de um movimento [punk] e o segundo de uma geração [os anos 90], ambos, assim como Che Guevara, hoje estampam camisetas de milhares de jovens mundo a fora. O líder do Nirvana tornou-se o grande porta voz da geração sem rumo dos anos 90, cantou o desespero do fin de siécle disse o que todos queriam dizer, aos pais, aos amigos, ao mundo suas emoções eram a de qualquer adolescente, em Seatle, em Nova Iorque, em Nova Déli, no Afeganistão, em todos lugares, estavam cheios de um vazio existencial, e o tiro que ceifou a vida de Kurt, tirou também um pedaço da vida de cada jovem. Sid Vicious não, não serviu de arauto para os anos 70 (haviam outros), mas abusou de tudo por nós, nos levou ao limite [mesmo que falsamente] da desesperança no futuro, nos fez enxergar a porção de lixo que há em cada um de nós, mas foi vencido pelas drogas (overdose no banheiro de sua mãe). “É tão estranho, os bons morrem jovens, assim parece ser[…]”, cantou Renato Russo, como uma profecia mortal, que acometeu Janis Joplin, Jimmy Hendrix e Jim Morrison (o próprio Russo – embora por outros motivos), porém no caso de Vicious e Kurt, trata-se de falibilidade dos ídolos, ou seja, expõe assim a faceta mais humana dessas personas [isso mesmo, pessoas], pois nós as elevamos como seres sobrenaturais, verdadeiros deuses e super-heróis. Será que Kurt Cobain achou que o tirou que transpassou o seu cérebro não o mataria, só aliviaria sua dor? E Viciuos, será que achou que a overdose só atingia os fãs dos Pilstols, mas a ele não? Muitas vezes canalizamos nesses ídolos tudo aquilo que queremos ser, vemos no outro a beleza que não vemos em nós, sofremos com a dor deles, rimos com seus sorrisos e nos realizamos com sua glória, mas eles se machucam também, são deuses de barro, quebram como nós e são finitos. Michael Jackson também é um caso extremo, de rei do pop à bobo de sua própria corte, teve tudo nas mãos, o sucesso, o mundo, a fama, o dinheiro, mas não soube lidar com isso, estragou sua carreira e jogou no ralo todo o prestígio que tinha por caprichos não humanos. Sua majestade brilhou mais do que o ouro de sua coroa, conclusão, tornou-se prisioneiro de sua própria vida, e como num espelho invertido, deseja hoje mais o ex-fãs [ou ainda fãs] do que os fãs o desejam.
























Jackson não morreu (o texto é de 2009) como Kurt e Vicious, mas está morto em vida, e é o que está acontecendo com Amy Winehouse. Amy tem talento sim, assim como Michael Jackson, é auto-destrutiva como Sid Vicious, e infeliz como Kurt Cobain, ou seja, ela possui características semelhantes as desses ícones da música pop do século XX, e parece escolher o mesmo caminho que todos, a destruição. Amy Winehouse parece não acreditar na finitude de sua vida, acredita que conseguirá preservar aquilo que ainda a sustenta, seu talento vocal veja Jackson por exemplo, hoje não consegue repetir o vigor de outrora, até nomes como Caetano Veloso (e Chico Buarque, João Gilberto, entre outros) declinam na qualidade com o passar do tempo (mesmo a qualidade deles ainda sendo superior a da maioria)isso indica que Amy pode sofrer também desse mesmo mal. Milton Nascimento já cantava belamente que “todo artista deve ir onde o povo está”, Amy Winehouse parece fazer o contrário, foge dos fãs e ainda os agride, o que é muito perigoso, principalmente por que Amy passará pela prova do terceiro disco (não deu tempo), e caso esse não repita o sucesso dos anteriores, o jogo pode começar a mudar para ela. Estou querendo dizer que o artista muitas vezes [e principalmente quando não gerencia sua carreira de forma correta], torna-se refém de seu próprio sucesso, e caso o mesmo não chegue, Amy poderá afundar-se ainda mais nas drogas além da normal perda de poder criativo que chega com o tempo. Talento é parte da capacidade que temos de agradar por longo tempo, agora genialidade é entrar para história, como Mozart e Beethoven (Bach e outros), que jamais morrerão, guardadas as devidas proporções, Kurt, Janis Joplin, Jim Morrison, Hendrix, Lennon, Elvis, Vicious, também não serão esquecidos, pois se neles faltou à genialidade, talento não faltou, para que suas obras se mantivessem vivas até hoje e seus rostos gravados em camisetas em todo mundo, agora te pergunto, será que em 100 anos ainda falaremos de Amy Winehouse ou veremos seu rosto estampado em camisas por todo mundo?




























































*Artigo originalmente publicado em iosbilario.blogspot.com em 6.03.2009.

Link da postagem original: http://iosbilario.blogspot.com/2009/03/ensaio.html






quarta-feira, 20 de julho de 2011

Apenas um

Escrevi esse poema em 2003 e hoje resolvi posta-lo em homenagem ao dia do amigo...

Apenas um

Estando longe
Sinto falta do que me fortalece
Estando perto, tudo posso e tudo acontece

Quando estou sozinho, o passado me traz alegrias e tristezas
Quando estou com eles, encaro meu presente com destreza

Com sua alegria, é inefável o prazer de estar vivo
Com sua tristeza, percebo que não somos apenas amigos

Com seu apoio, descobri como é poder ser eu mesmo
Quando não os conhecia, em meu mundo eu vivia preso

Minha vida, com você agora faz sentido
Pois em seu berço, aprendi a me sentir querido
Os "meus" mais chegados, de você fazem parte
Sou parte de você, e você é minha metade

Em outros tempos, me sentia sozinho
Sentia falta de algo, um espaço vazio
Vivia em constante busca, não sabia onde encontrar
Vivia a ilusão de achar algo, sem saber o que procurar

A vida é tão engraçado, foi você quem me encontrou
E no seio da tua verdade, a solidão desmoronou

Não quis saber dos meus defeitos, perdoou meus erros absurdos
Repensei a minha vida, pra que evoluíssimos juntos

Minha vida, com você agora faz sentido
Pois em seu berço, aprendi a me sentir querido
Quando te encontrei, foi como nascer de novo
Aprendi a cair, e a levantar com o meu próprio esforço...


Obrigado, meus queridos amigos!

domingo, 26 de junho de 2011

Freguês bom sempre volta!!!! Corinthians 5 x 0 São Paulo

Na tarde chuvosa deste domingo, o Corinthians recebeu a equipe do São Paulo no estádio do Pacaembu, em clássico válido pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro 2011. O Coringão não se deixou influenciar pelo tempo frio e goleou os rivais por 5 a 0, com gols de Danilo, Liedson (três vezes) e Jorge Henrique. Com o resultado, o Alvinegro se manteve invicto na competição, chegando aos 13 pontos e à vice-liderança do campeonato.

Logo no primeiro minuto de jogo, o Corinthians criou boa oportunidade após grande jogada. A bola sobrou na entrada da área para Paulinho acertar um forte chute de primeira, obrigando Rogério a espalmar para escanteio. O jogo seguiu com as duas equipes apostando em rápidas trocas de passes pelo meio e o São Paulo levou perigo ao Corinthians aos 09min, quando Wellington invadiu a área corinthiana, ficou frente a frente com Julio Cesar, mas foi desarmado na hora da conclusão.

Marcando forte e atacando em velocidade, o Timão teve nova chance de abrir ao placar aos 16min, com chute de Ralf que, após limpar o marcador, chutou de fora da área colocando a bola bem perto da trave direita do goleiro rival. Com maior volume de jogo, o Corinthians via o São Paulo apostar em jogadas de contra-ataque, mas a marcação Alvinegra era efetiva contra as investidas do adversário. Aos 21min, Willian invadiu a área com rapidez, mas Rogério defendeu o chute do atacante corinthiano.

Aos 29min, foi a vez dos visitantes levarem perigo com cruzamento de Rodrigo Caio para Dagoberto, que foi desarmado dentro da área e perdeu a oportunidade de marcar. Três minutos depois, o atacante arriscou de novo, mas Júlio César fez boa defesa e evitou o gol do São Paulo. Aos 34min, um lance polêmico: Willian, disputando a bola com o marcador dentro da área, acabou no chão. O árbitro nada marcou. Dois minutos depois, Danilo viu Rogério adiantado e chutou de longe, mas a bola saiu pela linha de fundo.

O Corinthians seguia impondo seu ritmo de jogo quando, aos 40min, Carlinhos Paraíba recebeu o segundo cartão amarelo por uma falta perigosa em Welder e foi expulso de campo. O goleiro Rogério também recebeu cartão no lance, por reclamação contra a arbitragem. O jogo seguiu quente e foi ao seu intervalo aos 46min, com o Timão superior, mas o placar inalterado no Pacaembu.

Como no primeiro tempo, o Timão voltou para o jogo indo para cima do São Paulo. Antes de o cronômetro marcar um minuto da segunda etapa, a raça corinthiana derrubou o zero do marcador. Após boa jogada de Jorge Henrique e Liedson, a bola sobrou para Danilo que fintou Bruno Uvini e chutou no canto sem chances para Rogério que já estava no chão. Timão na frente no Pacaembu.

O Corinthians era só pressão. Após conquistar a vantagem no placar, o Todo Poderoso não se acomodou e continuou sufocando o São Paulo. Aos 08min, a superioridade do Alvinegro se transformou novamente em gol. Após escanteio, Jorge Henrique cabeceou forte obrigando Rogério a espalmar. Liedson estava ligado no rebote e só precisou dar um toque por cima do goleiro do São Paulo para marcar seu primeiro gol na partida.

Aos 14min, Ralf, que fazia boa partida arriscou um foguete da intermediária, acertando a trave direita. Não demoraria, no entanto, para o Timão ampliar. No minuto seguinte Liedson recebeu lançamento dentro da área, dominou com perfeição e arrematou para o fundo das redes, marcando um golaço para empolgar ainda mais a Fiel no Pacaembu. O São Paulo teve a chance de diminuir em uma cobrança de falta da intermediária. Do lado dos adversários, a expectativa para o centésimo gol do goleiro do São Paulo em partidas oficiais era grande, mas Rogério não foi para a cobrança. Dagoberto foi quem chutou e Julio Cesar defendeu sem problemas

Só dava Timão e, a partir dos 25min, a equipe trocava passes e valorizava a posse de bola. Aos 31min, Tite fez a primeira mudança do jogo, colocando Emerson no lugar de Willian. Três minutos depois, a goleada ficou ainda maior. Em velocidade, Danilo encontrou Liedson invadindo a área e deu bela assistência para o artilheiro corinthiano fazer seu terceiro gol na partida. Quando o placar parecia fechado, Jorge Henrique ainda encontrou espaço para o quinto gol do Timão, com um chute forte da intermediária e contando com a ajuda do goleiro rival, que falhou no lance.

O treinador corinthiano colocou Edenilson e Morais no jogo, tirando, respectivamente, Jorge Henrique e Danilo, mas aos 45min, o árbitro encerrou a goleada alvinegra. O próximo jogo do Timão neste Brasileiro acontece na próxima quarta-feira (29), às 21h50, quando a equipe vai à Salvador enfrentar a equipe do Bahia.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Saudações

E ai galera que acompanha o Iosbilário.com! Eu sou Denis Ambrósio e, por incrível que pareça, também sou colaborador deste blog. Gostaria primeiro de parabenizar nosso mais ativa colaborador, o Marlon Marques, que está sempre postando algum texto interessante, e também agradecer à todos que tem acompanhado o blog. Quero dizer que a partir de agora, vou tentar ser mais participativo. Também tenho uma novidade. Já está em fase de produção o Podcast do Iosbilário.com. Nele vamos discutir assuntos recorrentes do cotidiano, falar de música, esporte, cinema, traremos resenhas de Cd's, livros e filmes e, periodicamente, também traremos convidados para interagir com a gente. Está sendo feito com muito carinho e dedicação e espero que todos que acompanham o nosso blog curtam e divulguem. Acho que o Pod será uma forma de expor nossas idéias de um jeito mais informal e também interagir mais com os nossos leitores. Aguradem novidades.

Bom, vou encerrando minhas saudações, postando um texto que foi escrito em 2003, mas que me veio à mente enquanto pensava sobre a atitude do assassino da escola de Realengo.

Eros Thanatos

Passou como um raio flamenjante
Senti apenas um tremor em minhas pernas
Meus olhos estáticos olhavam para um ponto distante
Uma lágrima caiu, ungindo o solo rachado e sem vida.

Brotaram quatro fios de uma estranha planta
Cada folha com uma cor diferente
Preto, azul, vermelho e branco
Mas o que significava tudo aquilo?

Resolvi tocar uma dessas estranhas folhas
Me perguntando qual tocar primeiro
Olhava pra todos os lados
Mas somente o deserto me cercava

Toquei a azul, mais que cintilante
 E as águas do mar vermelho vieram
Inundaram tudo à minha volta
Porém não tocando nem a mim nem a planta

Me assustei e comecei a chorar
Ví toda a passagem bíblica se repetir
Moisés, as pessoas, o mar se abrindo
E todos avançando através daquela enorme passagem

Fui em direção à folha vermelha
Ao toca-lo, um fogo incontralável ardeu por toda parte
Um portal para o mundo civilizado se abriu
Como um anjo vingador, o fogo queimava a tudo e a todos sem piedade

As pessoas se escondiam com medo
Mas não havia pra onde correr
Prédios, casas, tudo desabou 
Estavam todos condenados

Corri e toquei a folha branca 
Então uma imensa claridade cegou a todos
Tudo ao redor ficou branco
Ouvia-se apenas o som de acidentes de trânsito

Era como se algo descesse dos céus
Buscando algo que não poderia ser visto
Veio o som das trobetas celestiais
Seria o juízo final?

Só restava a folha negra
Seria melhor toca-la?
Aflito e tomado pela curiosidade
Não só toquei a folha como a arranquei do solo

O portal de chamas fechou-se, restando apenas o chão rachado
Sentei-me ofegante, tentanto diregir tudo o que vira
Porém nada daquilo fazia sentindo
Não havia explicação para o ocorrido

Então um sussuro ao meu ouvido
"Você não precisa ver a trevas!
Pois sua vida talvez seja muita mais medonha
Do que todas as pragas do inferno!"

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