sábado, 29 de agosto de 2009

Crítica.

Michael Jackson - Thriller.


por Jiffy Stake.
















































Esse é simplesmente o disco mais vendido de todos os tempos com mais de 106 milhões de cópias, simples assim. De fato não é simples não. Trata-se de uma grande aula de pop, e foi Thriller que rendeu a Michael Jackson a alcunha e posto de rei do pop. Michael está melhor do que jamais esteve ou estaria a partir de então, sua voz afinada e celestial, corpo fluindo como um rio e explodindo como estrelas em coreografias e passos marcantes, canções simples e contagiantes. Isso tudo só foi possível graças a dois fatores, o genialidade de Jackson e o talento de Midas de Quincy Jones. Michael agrupou no estúdio os melhores músicos disponíveis, os melhores engenheiros e técnicos de som e um grande produtor, todos esses fizeram de Thriller a trilha sonora definitiva do pop, depois disso o mundo da música pop e do entretenimento não seriam mais o mesmo. Não se esqueça que é de Thriller a música homônima que rendeu um clipe maravilhoso apontado por muitos críticos como um dos melhores vídeos de todos os tempos. O balanço se faz presente por todo disco, linhas de baixo poderosas como em “Wanna Be Startin´Something´”, e black de primeira, com direito a metais em “Baby Be Mine”. Jackson abusa dos gritinhos típicos, gemidos e trejeitos, aqui ele cria todo um jeito de cantar que se tornariam sua marca posteriormente. Os corais e backing vocals são simetricamente inseridos nas canções como que gêmeos siameses, quase indissociáveis. “The Girl Is Mine” é uma daquelas baladas sensíveis e típicas dos bailes blacks dos anos 70. Essa canção traz a participação de Paul McCartney, sendo o primeiro single de Thriller. O arranjo de “Thriller” é realmente emocionante, é impossível ouvi-la e não se arrepiar. Thriller para mim representa não apenas o melhor momento de um Michael Jackson lúcido, mas um dos melhores momentos dos anos oitenta como um todo. A canção estourou no mundo todo, fez milhares de jovens dançarem, converteu outros milhares ao pop e fez com que a música entrasse nos lares por duas vias diferentes, rádio e tevê. Os outros dois singles seguintes no disco também são inesquecíveis. “Beat It” também ganhou um videoclipe popularíssimo, é uma canção vigorosa, assim como o vocal de Michael. Traz a participação de Eddie Van Halen na guitarra, onde esse executa um solo incrível. Essa canção aproximou Michael de um outro público, os roqueiros. “Billie Jean” é outra canção memorável, não ficando atrás de Beat It e Thriller. É considerado o maior sucesso da carreira do rei do pop, seu início é considerado clássico, é copiado e parodiado por músicos em todo mundo, além de conter uma batida vigorosa e uma interpretação emocionalmente forte de Jackson. Jackson volta a ser lascivo em “Human Nature”, impossível não compará-lo a Marvin Gaye em Sexual Healing. Todas as canções são ricamente arranjadas, e executadas de forma perfeita, talvez essa perfeição seja fruto da severa disciplina a que Michael foi sujeito em sua infância por seu pai Joe. “P.Y.T.” é disco pura, é uma balada noturna, com jeito de noite e bola giratória no teto. Seu suingue é impressionante, extremamente contagiante, é o tributo pago por Michael Jackson a grande era da dança negra nos Estados Unidos. “The Lady In My Life”, encerra o disco de forma sublime. Michael canta da mesma forma de quando era dos Jackson 5. Suave e emocional, sob uma base de R&B lento e cadenciado, efeitos dão brilho a canção, mas Michael é quem brilha numa interpretação vocal que o alçou como grande cantor, não apenas como um bailarino extraordinário e compositor. Thriller é o auge de uma carreira de altos e baixos, e prova também que Michael Jackson não é de fato alguém normal, pois seu declínio foi muito acentuado pós-Dangerous, mas seu auge é tão acima da média, é tão alto, que o coloca num patamar quase inatingível, num panteão onde figuram poucos. Thriller é tão bom porque funde rock, soul, disco, black e R&B, conduzidos por um pop tão impressionante que chega a contagiar. Hoje o pop sente falta de discos como esse, assim como sentimos falta desse Michael Jackson, pois do bizzaro Michael Jackson, acho que poucos sentiram.





























Michael Jackson - Thriller [Epic, 1982].

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