quinta-feira, 6 de maio de 2010

Artigo.

Palhaço das perdidas ilusões.

por Marlon Marques.



























A canção “Chão de Estrelas” de Silvio Caldas, se inicia com o verso: “minha vida é um palco iluminado, eu vivia vestido de doirado, palhaço das perdidas ilusões...”, esse verso último resume o momento atual da torcida palmeirense. O que é mais gozado, é que a diretoria alviverde não vêm a público dar pelo menos uma satisfação a sua imensa torcida. Os palmeirenses ficam todos sem saber qual o destino do time, o que virá no horizonte, no amanhã. Nos programas esportivos, todos põem a culpa na diretoria, mas na minha visão a culpa é dividida entre todos, pois tanto técnico quanto jogadores têm culpa pelo momento do Palmeiras. A diretoria pela falta de comando – é só ver o que aconteceu com Obina e o que não acontece com Diego Souza. A falta de severidade com Diego Souza mostra a fragilidade da diretoria, sua falta de pulso e sua dependência do patrocinador, Traffic – dono de Diego Souza. As contratações foram feitas, umas acertadas, casos de Lincoln, Marcos Assunção, Edinho e Márcio Araújo e outras não, casos de Léo, zagueiro ex-Grêmio, Ivo, entre outros. O time titular do Palmeiras não é dos melhores, mas por algumas peças muito boas do elenco palmeirense, não justifica não apenas os maus resultados, mas também o mau futebol praticado. O time pede apoio da torcida, mas na hora H, o que faz o time. Dá o dedo para torcida, perde quatro pênaltis, é eliminado pelo fraco Atlético-GO, etc. O torcedor do Palmeiras não está chateado de hoje, mas sim de algum tempo já. 2009 é um ano para ser esquecido pela torcida verde, o ano inteiro foi de decepções, uma atrás da outra, e em crescimento exponencial. No primeiro semestre de 2009, o Palmeiras foi trucidado pelo Santos na semifinal do paulista, perdendo os dois jogos, na Vila Belmiro e no Parque Antártica. Sem problemas, ainda resta a Libertadores. Mais sofrimento. Após passar sem problemas pelo Real Potosí da Bolívia, o Palmeiras faz uma boa campanha na fase de grupos, ficando em segundo lugar com uma derrota, dois empates e três vitórias em seis jogos. Cruzou nas oitavas-de-final com um velho e difícil adversário, o Sport Recife. Em duas grandes batalhas, o Palmeiras saiu vencedor, mas não sem sofrimento para a torcida, 3x1 nos pênaltis com atuação brilhante do goleiro Marcos. Porém, o time verde caiu diante do Nacional do Uruguai, após atuação discreta e sem sangue. Mas a maior das decepções ainda estava por vir, o campeonato brasileiro. Após liderar com considerável vantagem o campeonato quase inteiro, o rendimento do Palmeiras foi caindo, caindo, até que foi sumariamente ultrapassado por seus rivais, São Paulo, Flamengo e Inter. A quarta colocação deixava o Palmeiras ainda classificado para a chamada pré-libertadores, porém com a manutenção dos maus resultados, o verdão foi ultrapassado pelo copeiro Cruzeiro, que ficou com sua vaga. Embora qualquer paixão divirta o Palmeiras, a libertadores era a darling, pois a eliminação dela ajudou a derrubar Luxemburgo, e a não classificação a ela custou a cabeça de Muricy – que mesmo perdendo um brasileiro praticamente ganho seria mantido caso tivesse se classificado para a competição continental. O torcedor alviverde sendo alvejado pelos rivais, sendo humilhado pela imprensa após criticas pesadas ao elenco do time, a sua organização, e pior ainda, nem isso foi suficiente para mexer com os brios do Palmeiras e forçar uma reação. Começa 2010, sem libertadores, o primeiro semestre começa com duas competições, o paulista e a Copa do Brasil. Após pífia campanha no estadual ficando na décima primeira posição, o time ainda pediu a compreensão da torcida. A paciente nação verde atendeu e depositou toda sua esperança na Copa do Brasil. Nessa competição o Palmeiras vinha cambaleando desde os jogos contra o Paysandu. Passou pelo Atlético-PR no sufoco, com um gol aos 43 minutos do segundo tempo do segundo jogo, qualificando-se para a próxima fase. O torcedor ficou confiante vendo em seu horizonte um caminho mais fácil para chegar à final, de times grandes apenas um vacilante e fraco Vasco da Gama. Ledo engano. O seu próximo adversário, o Atlético-GO mostrou-se mais duro que nossa vã filosofia podia supor. O time comandado por Geninho endureceu no Palestra e quase aprontou, foi muito prejudicado e o Palmeiras ganhou de um magro 1XO num pênalti duvidoso aos 47 minutos do segundo tempo. O grande erro do Palmeiras e a conseqüente falta de comprometimento com sua torcida, foi o menosprezo que o time paulista teve com o time goiano. Digo isso pelo fato de o Palmeiras não ter se esforçado para fazer o gol – que faria com que o Atlético-GO tivesse que marcar três. Não, o Palmeiras jogou com o regulamento embaixo do braço, cadenciando demais, sem pressionar, sem se impor, até que o castigo veio e tomou um gol. Não contente, o Palmeiras nem se quer reagiu, esperou copiosamente e vergonhosamente o fim do jogo e a decisão por pênaltis. Nova vergonha, de cinco cobranças, o Palmeiras perdeu quatro, caiu diante de um adversário que jogou mais fora do que em sua própria casa, caiu diante de um anão que a todo momento tremia diante do gigante na decisão dos pênaltis, mas o que fez o Palmeiras, se apequenou diante de sua grandeza. Uma falta de respeito pelo torcedor, que além disso presenciou os ocorridos com Diego Souza, além de assistir seu ex-centroavante brilhar contra seu maior rival. Foi um ato extremo de uma torcida cansada de tanto apanhar, de tanto ser humilhada como um cachorro sem dono numa esquina qualquer. Chutado por todo mundo a todo momento e em todas as competições. Tanto o Palmeiras quanto sua torcida não merecem essa seqüência de resultados desastrosos, são grandes demais para isso. Os jogadores, o Belluzzo, a diretoria, o treinador merecem sim, hostilização, ouvir palavrões, palavras de ordem, ler criticas pichadas nos muros – violência não, isso é intolerável, para ver se tomam alguma atitude ante a vergonha vivida pelo palestra de tanta gente. E caros palestrinos agradeçam á Luxemburgo, que mesmo com todos os defeitos que possui, conquistou o paulista de 2008 tirando o Palmeiras de uma fila que já durava quase dez anos – já que a série B não conta. Caso o paulista de 2008 não tivesse sido conquistado, sabe Deus quando a massa verde iria comemorar um título. É momento de agir no Palmeiras, de haver uma coalizão pró-Palmeiras afim de tirar do time de mar profundo que se encontra no momento. O Belluzzo é um homem competentíssimo e ainda acredito que ele possa tirar o verdão dessa situação, porém é necessário que o presidente saia e entre o economista planejador da Unicamp e do governo, o intelectual, o homem que vê além, que decifra as complicadas engenharias por trás das teorias econômicas. Esse Belluzzo pode arrumar uma saída para recolocar o Palmeiras num lugar de acordo com sua grandeza e dar alegrias aos palhaços verdes tão entristecidos com um time de piadas de mau gosto.












































































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