segunda-feira, 22 de junho de 2009

Artigo.

A História se repete duas vezes, uma como tragédia e outra como farsa.



por Marlon Marques.



















Karl Marx disse certa vez que “a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda com farsa”. Essa frase se encaixa claramente com o que aconteceu com o Internacional por duas vezes em jogos contra o Corinthians. No ano de 2005, no estádio do Pacaembú, o árbrito Márcio Resende de Freitas, cometeu um erro “Crasso” contra o Internacional na suposta final do campeonato brasileiro desse ano. Aos 36 minutos do primeiro tempo, o ótimo argentino Carlitos Tevez fez um à zero para o timão. Aos 4 minutos da segunda etapa, Rafael Sóbis empatou a partida, muito equilibrada também. O lance decisivo – e a tragédia da história – ocorreu aos 28 minutos do segundo tempo, o volante Tinga avançou pela esquerda, passou por Rosinei [hoje no Inter] e sofreu falta dentro da área de Fábio Costa. Pênalti! O árbitro não marcou, e ainda por cima, expulsou Tinga [injustamente]. O campeonato acabou sendo vencido pelo Corinthians, o que poderia ter sido diferente [culminando com um título do Internacional]. “Tragédia”, talvez a palavra mais adequada para expressar o sentimento colorado naquela ocasião, algo terrível – semelhante ao acontecido com o Santos em 1995 contro o Botafogo, com o mesmo Márcio Resende de Freitas como árbitro. Certos erros não podem acontecer, decidem campeonatos e destinos de equipes. Médicos, Pilotos de aviões e Árbitros de futebol não podem errar, pois estão em jogo vidas, emoções e sentimentos de nações inteiras. A final do Campeonato Brasileiro de 1995 foi o “fato”, o Campeonato Brasileiro de 2005 foi a repetição da história [a mesma de 1995] como tragédia, e a Copa do Brasil de 2009, parece-me a farsa. O jogo teve como palco o mesmo Pacaembú, quatro anos depois envolvendo os mesmos Corinthians e Internacional. O árbitro da partida da vez, Héber Roberto Lopes – que embora esteja em boa fase, não nos esqueçamos de sua fama de caseiro. Os principais lances da partidas [decisivos por sinal] envolvem um gol, cartões e critérios. Vamos inverter a ordem e começar pelos critérios. Héber já sabia de antemão quais os jogadores pendurados das duas equipes, porém caseiro como é, não usaria [como não usou] um mesmo peso e uma mesma medida para as duas equipes. O Corinthians diga-se de passagem, jogou muito até o segundo gol, mas jogou muito bem, é bom deixar claro. Três dos principais jogadores do Corinthians [Chicão, Cristian e Elias] estavão pendurados, com exceção do Cristian, os outros dois eram para ter tomado amarelo. Elias fez pelo menos quatro faltas de cartão amarelo, não tomou nenhum cartão. Chicão por sua vez, fez duas obstruções, pelo que sei, obstrução é quando um jogador intencionamente deixa a bola e lança-se a frente do adversário, impedindo-o de prosseguir o lance, ou seja, se ele não quis jogar deixando a bola em segundo plano, isso é amarelo, sem contar o empurrão de Chicão em Leandrão, culminando na falta batida por Andrezinho e na ótima defesa de Felipe. Agora imagine a pressão no Beira-Rio sem Chicão e sem Elias? Outro lance foi o de Douglas. A FIFA recomenda que todo carrinho por trás deve ser punido com cartão vermelho direto, entretanto, a mesma entidade recomenda que mesmo carrinhos de frente, de lado, soladas, ou entradas mais fortes que coloquem a integridade física do atleta em risco, devem também ser punidos com cartão vermelho. Héber então o que fez, ao invés de expulsar Leandrão já na entrada em Cristian, deu apenas o amarelo – para mostrar que esse tipo de jogada é passível de cartão amarelo apenas. Leandrão fez falta igual e recebeu o segundo amarelo e foi expulso, ou seja, Héber deixou a impressão de que expulsou Leandrão pelo segundo cartão amarelo, e aí entra um paradoxo. Douglas fez jogada semelhante e levou só o amarelo, porém é falta para expulsão direta, então essa inversão de critério, tornou-se um álibi para Héber, pois quem perderia mais, o Inter sem o reserva [e fraco] Leandrão, ou o Corinthians sem o titular [e limitado] Douglas? O gol de Ronaldo é outra polêmica, pois pela transmissão da tevê, não deu para ouvir o apito do árbitro e nem a sinalização com a mão indicando a falta, porém ao rever o lance [diponível no you tube], é claro o som do apito e Héber erguendo o braço [indicando a falta]. No transcorrer da jogada, Elias mal deixa a bola quicar e parar, bate rapidamente e encontra Ronaldo livre, no mano à mano com Índio, para marcar o segundo gol [e de grande vantagem] para o Corinthians. A regra permite a cobrança da falta rápida, só não permite com a bola rolando. Héber contemporizou e deixou o lance seguir – e ele estava a menos de 10 metros do lance, para não haver desculpa de que ele não viu. O lance pegou a zaga do Inter desorganizada, sem chances de recuperação, onde talvez com os segundos perdidos por Elias em arrumar a bola para depois escolher onde bater a falta, faria com que a zaga do Inter se posicionasse melhor, evitando o segundo gol [hipótese]. Esse segundo ato, é a repetição da história como farsa. Nada está definido ainda, porém vamos concordar que a vantagem do Corinthians é muito boa, venceu por dois gols, não tomou gol em casa, e vai para os 90 minutos restantes podendo empatar ou até perder por um gol de diferença. Porém em outra coisa concordemos, se fosse um à zero apenas o jogo, a possibilidade de reversão do Inter seria bem maior do que é – já que é possível – porém só esperamos que os deuses da bola sejão justos, pois não podemos e não queremos uma arbitragem favorável ao Inter no Beira-Rio prejudicando o Corinthians, mas que a justiça seja feita na bola, que é onde a diferença deve ser feita, não no apito, ou nas vicissitudes da história.

















































































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