quinta-feira, 12 de novembro de 2009


Artigo.

A páscoa verde.

por Marlon Marques.





















Sabe aquela velha brincadeira que os pais fazem na páscoa escondendo os ovos pela casa, deixando-nos pistas para encontrá-los? Aconteceu o mesmo com o Palmeiras. Após uma má seqüência com derrotas e empates, o Palmeiras voltou a jogar bem contra o Goiás, porém no clássico voltou a letargia. Verdade seja dita, o Palmeiras achou os dois gols – da mesma forma que o São Paulo achou o gol contra o Inter. O Corinthians jogou bem melhor do que o Palmeiras, teve mais chances de gol, fez gols trabalhados, ou seja, de jogadas construídas, e sai de Prudente com um empate injusto. O domingo que precedeu finados, bem poderia ser um domingo de páscoa. Digo isso justamente pelo fato dos dois gols achados. Vamos a eles. O Corinthians melhor no jogo fez seu primeiro gol aos 20 minutos do primeiro tempo. No lance do pênalti o goleiro Marcos foi expulso de campo, e o escolhido para dar lugar ao goleiro reserva Bruno foi o atacante Obina. O Palmeiras que já estava sem poder de ataque (uma vez que o Vagner Love não entrou em campo), ficou ainda mais enfraquecido nesse setor. O Corinthians continuo melhor, tocando a bola e chegando no ataque as vezes. No início do segundo tempo, aos 6 minutos, Figueroa centra a bola na área, o goleiro Felipe falha, junto com a zaga alvinegra, e Danilo faz o gol de empate. Detalhe: gol de cabeça no mesmo lado onde Ronaldo fez seu primeiro gol. O gol ao invés de equilibrar o jogo e dar moral para o Palmeiras (afinal, o maior interessado na vitória era o Palmeiras), não, equilibrou momentaneamente, e com um a mais, o Corinthians voltou a ser o senhor das ações. Tanto que aos 37 minutos dessa segunda etapa, Defederico lança Ronaldo em profundidade e por trás da zaga, o atacante se livra de Bruno (que receou fazer o pênalti tal como Marcos) e faz o gol de desempate. Corinthians 2 x 1 no Palmeiras. Aos 37 minutos, o time não jogando bem (apesar das mudanças feitas por Muricy), não chutando a gol, não havia nenhum pista de que um empate ocorreria. E é aí (mais do que no primeiro gol) que a páscoa entra. Gol de bola parada por mais que seja jogada treinada, é suspeito. E foi justamente assim, que o coelho da páscoa verde (que não é o América Mineiro), escondeu o gol para o alviverde achar. Figueroa novamente levantou na área, Maurício subiu mais que todo mundo para empatar o derby. Se o Palmeiras tivesse pressionando o Corinthians, se o Felipe tivesse fazendo defesas uma atrás da outra, se o Palmeiras tivesse todo no ataque, tudo bem, mereceu o gol – e para não ser injusto, é só rememorar o jogo contra o Goiás na última rodada. Agora, o time apático, morto em campo, onde seus craques (Diego Souza e Vagner Love), espelhando o time inteiro, estavam apagados, não há outra maneira de definir o empate como achado. O gol de Maurício foi um achado tal como um ovo de páscoa por uma criança. E foi dramático, quase épico. Com direito a explosão da torcida (sem derrubar alambrados), muita vibração do técnico e dos jogadores suplentes e da massa verde Brasil à fora. Pois conseguir um gol tão importante como esse, no final do jogo e jogando mal, é quase inexplicável. E foi esse empate salvador que proporcionou ao verdão a continuidade na liderança do brasileiro. E esse gosto bom da liderança, só se assemelha ao de um bom chocolate. Porém é necessário moderação nessa hora, para que o ovo verde não se torne amargo.





































Crédito das imagens: Portal Terra.





























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