terça-feira, 31 de julho de 2007

Eros e Thanatos

Passou como um raio flamejante, senti apenas um tremor em minhas pernas. Meus olhos estáticos olhavam para um pnto distante. Uma lágrima escorreu até o solo rachado e sem vida. Brotaram quatro fios de uma estranha planta, cada broto de uma cor diferente. Preto, azul, vermelho e branco. Não sabia o que significava aquilo.Resolvi tocar aqueles estranhos seres, porém não sabia qual tocar primeiro. Olhava para todos os lados, mas havia somente o deserto ao meu redor. Toquei então o azul mais que cintilante, e as águas do mar vermelho vieram inundando tudo as minha volta, mas não tocou a mim nem a planta. Me assustei comecei a chorar. Ví toda a passagem b´blica se “repetir”. Moisés, as pessoas, o mar se abrindo, e todos passando por aquela enorme passagem.Eu fui em direção ao fio vermelho. Quando o toquei, um fogo incontrável foi soprado por uma tempestade. Era como um portal para o “mundo civilizado”. Ele queimava a tudo e a todos sem piedade. As pessoas fugiam com medo, mas não havia pra onde correr. Prédios e casas desabaram. Todos iriam morrer.Corri e toquei o fio branco. Uma forte claridade cegou-nos e não nos permitia enxergar, acidentes de transito, pessoas se esbarrando. Era como se algo fosse descer dos céus, para buscar algo que não poderia ser visto. Segredo? Seria o juízo final? Ouvia chamados do alto nascer.Só restava o fio preto. Seria prudente toca-lo? Estava aflito e ao mesmo tempo curioso. Não resisti. Não só o toquei, como arranquei-o do solo. Nada mudou. Continuei vendo apenas o chão rachado. Coloquei a mão no queixo, pensativo, buscando respostas, nada mais me soava no ouvido. Salvo uma voz baixa que dizia:
“Você não precisa conhecer as trevas! Pois talvez sua vida seja mais medonha do que as pragas do inferno...”

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