A banda Invisible Ink foi formada em meados de novembro de 2008, cujo cinco desconhecidos Eduardo, Denis, Adriano, Leandro e Jareds, através de um anuncio de banda na internet, se conheceram e marcaram um ensaio de cinco musicas da banda Incubus, o resultado foi surpreendente, todos os músicos apesar de que maioria já tinha experiência entre cinco e oito anos de banda, mostraram excelente desempenho e muito interesse de tocar. Apesar das dificuldades no inicio, nunca desistimos, nem com a saída do primeiro vocalista “Jareds” em 2009. Fizemos vários testes com vocais diferentes até encontrarmos o vocalista que se encaixasse no perfil da banda “Daniel”, em seguida no mesmo ano tivemos o prazer de receber um grande integrante na banda “DJ Liu” que foi à peça fundamental para definir o perfil musical da banda. Buscamos fazer um cover de qualidade e também composições próprias através de Shows e apresentações em Bares nas noites de São Paulo:segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Banda Invisible Ink - Incubus Cover
A banda Invisible Ink foi formada em meados de novembro de 2008, cujo cinco desconhecidos Eduardo, Denis, Adriano, Leandro e Jareds, através de um anuncio de banda na internet, se conheceram e marcaram um ensaio de cinco musicas da banda Incubus, o resultado foi surpreendente, todos os músicos apesar de que maioria já tinha experiência entre cinco e oito anos de banda, mostraram excelente desempenho e muito interesse de tocar. Apesar das dificuldades no inicio, nunca desistimos, nem com a saída do primeiro vocalista “Jareds” em 2009. Fizemos vários testes com vocais diferentes até encontrarmos o vocalista que se encaixasse no perfil da banda “Daniel”, em seguida no mesmo ano tivemos o prazer de receber um grande integrante na banda “DJ Liu” que foi à peça fundamental para definir o perfil musical da banda. Buscamos fazer um cover de qualidade e também composições próprias através de Shows e apresentações em Bares nas noites de São Paulo:domingo, 30 de agosto de 2009
Artigo.
A beleza nos olhos de quem vê.
por Marlon Marques.















Gosto não se discute, diz o ditado. Isso é fato. Agora duvidar do gosto de alguém, isso não é errado, e nem incorreto. Revistas e sites por aí elegem em listas as piores ou mais feias capas de discos, então nesse esteira, decidi vasculhar rapidamente meus arquivos pessoais em busca de capas eu diria, “de gosto duvidoso”, pra não dizer feias. Até porque quem decide o que é belo ou feio é o próprio indivíduo, não há absolutismo em questões de gosto. É claro que sabemos que há coisas que são belas mesmo que outras pessoas não as considerem [o mesmo serve para coisas feias]. Gosto pessoal é respeitável, mas existem coisas que extrapolam o mero gosto individual, ultrapassa a idiossincrasia. Também percebi nessas listas, que não há nenhum critério para essa eleição, nada dizem sobre como chegaram a essas capas. Eu por exemplo as elegi por serem feias no meu entender, e no entender de algumas pessoas que consultei, e ocorreu uma unanimidade – embora toda unanimidade seja burra como já nos disse o bom Nelson Rodrigues. Outro critério é que são capas de minha coleção pessoal e que não foram eleitas por outros sites e revistas, pelo menos das que eu tive contato. São capas variadas, de artistas de países diferentes, de gêneros diferentes. Os holandeses do Alamo Race Track no disco Black Cat John Brown estamparam uma menina com pintura de gato em sua capa, a menininha é até bonitinha, mas a pintura é horrível. Os americanos do Brad puseram na capa do disco Shame, um patético menino nos encarando, cercado por uma bizarra trupe de bonecos de carnaval, inclusive um a esquerda com cara de gato assassino. Na capa do disco Tightly Knit, a banda inglesa Clímax Blues Band estampou um sujeito careca com uma língua preta posta pra fora, sua cara de desespero o torna ainda mais feio. O Half Japanese no disco Charmed Life, trazem um macaco desajeitado na capa. É um macaco gordo, tomando um taça de champagne com olhos marejados e uma boca em branco sem dentes, péssimo. O ótimo Magazine no também ótimo disco Real Life nos amedrontam com essas caras feias e poligonais em sua capa. O Matchbox 20 no disco Yourself Of Someone Like You, traz um gordo melancólico com um chapeuzinho ridículo de aviador, já o Quicksand
A banda The Maccabees no disco Colour It In, traz uma platéia de pessoas feias, com direito um homem com um saleiro na boca. Porém uma das capas mais feias que eu já vi, é a do disco Y da banda The Pop Group. Trata-se de uma tribo de guerreiros pintados, armados com lanças e vestido em tangas sujas e mal cheirosas. Todos usam mascaras horríveis e nos dão a impressão que vão nos pegar. Muitos dizem que Susan Boyle é feia, mas feia mesmo é a moça que estampa a capa dos tchecos Vêra Bílá & Kale no disco Rom – Pop. Ela ri de nós por saber que riremos dela também, ela segura um lírio, enquanto observamos seu braço gordo e sua verruga sob o supercílio. Agora mal gosto mesmo é a capa do disco A Promisse da banda americana Xiu Xiu. Um homem nu [com o sexo censurado] segura uma boneca de ponta cabeça em cima de uma cama ao lado das roupas. Na verdade é só um aperitivo, muitas outras capas viram e serão lançadas, mas o que importa mesmo é o conteúdo dos discos. Agora teste seu bom ou mal gosto observando essas capas, talvez você encontre nelas algo de bonito, afinal, “a beleza está nos olhos de quem vê”.
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Artigo.
O que Deus uniu, o homem transforma e separa.
por Marlon Marques & Cremilda Batista.


Qual o sentido do casamento nos dias de hoje? Sacramento, maldição, sonho ou interesse, ou um pouco de tudo menos sacramento? Independentemente do que seja, o fato é que o casamento ainda ocupa um lugar privilegiado na consciência social do ocidente. Talvez não seja mais o sonho das meninas de hoje – a quem diga dos rapazes – mas muitas ainda fantasiam o homem perfeito, o bom marido, a proteção de um lar, e muitos homens também querem ter uma esposa, aquela que substituirá a mãe no afeto e no cuidado, mas que numa inversão do sagrado ao profano, ele poderá possuir e ser possuído. O casamento hoje é muito mais oportunidade do que qualquer outra coisa, o dote ocidental é partilha dos bens, mesmo entre casais pobres nas periferias urbanas, entre os ricos e abastados, não apenas o aspecto econômico está em jogo, mas também a exposição midiática. Há mulheres que viram celebridade por nada fazerem, apenas por casarem-se com alguém famoso, isso já basta para aparecerem e arrumarem contratos para revistas masculinas, programas fúteis de tevê ou qualquer outra idiotice que venda e tenha aceitação entre as classes mais baixas. E é nesse viés da oportunidade e do interesses que enquadramos o primeiro casamento de Michael Jackson. Em 1994 o rei do pop contrai matrimônio com a filha do rei do rock, Lisa Marie Presley. O casamento é claro que era uma grande jogada de marketing, um grande casamento real, entre o rei do pop e a filha do rei do rock, duas marcas gigantes da indústria da música juntas, um Jackson e um Presley, isso por si só bastaria para atrair a atenção do mundo todo para eles. E conseguiram. Estava muito claro que não havia amor, apenas interesse mutuo, contratos apareceriam e boas oportunidades de negócios, capas de revista, além de que Michael poderia estar de olho nos direitos da obra de Elvis. Analise bem, Michael Jackson já havia adquirido há onze anos atrás o catálogo da maior banda de rock da história, os Beatles, agora imagine ele com os direitos dos dois maiores artistas do rock de todos os tempos? É claro que isso não aconteceu, mas não dá para acreditar que ele não tenha pensado nisso. Michael é afeito a feitos grandiloquentes, e esse casamento não deixou de ser um feito desses, a magnitude de ter um sogro tão proeminente como Elvis não é algo simples, é digno de alguém como Michael, pois não bastava ter um esposa qualquer num casamento feliz, é melhor ter um casamento de fachada com alguém importante. O casamento durou apenas dois anos, o que comprovou ser esse um negócio mal sucedido. Michael então não iria ficar sozinho, jamais passaria o resto de sua eternidade sonhada sozinho. Então numa forma de provar que consegue o que pode e de se aproximar de nós, mortais – algo que estava se distanciando muito – casou-se com uma mulher normal, filha de pais anônimos, aparentemente normal, sem nada de especial, além do fato de ser sua própria enfermeira. Casamentos não necessariamente dão certo, é uma instituição durável, do qual a religião judaico-cristã chancelou na máxima: “o que Deus uniu, o homem não separa”. A enfermeira Debbie Rowe casou-se com Michael em 1996, após o divórcio do rei do pop com Lisa Presley. Ficaram casados por três anos, essa união gerou dois filhos, um menino e uma menina. Tudo parecia um sonho mais real, finalmente Jackson levava uma vida comum como nós, esposa, filhos, preocupações com saúde e educação das crianças, enfim, uma família feliz. Essa “família feliz”, talvez tenha sido uma estratégia de Michael Jackson para parecer normal. Essa normalidade encobriria suas excentricidades, pois sairia de foco seus desejos incomuns, suas vontades extravagantes, entre outras coisas. Michael é pai, é como qualquer outro homem, capaz de gerar prole, de amar alguém verdadeiramente, o que não aconteceu com Lisa. Se Lisa também não amou Michael, Debbie o amava em nossa visão ufanista e idealizada de um relacionamento, afinal, as fotos nos enganam ou nos revelam verdadeiramente as coisas. Numa rápida clicada no google, veremos fotos de casal e de família de Michael e Debbie, porém após a morte do astro, a verdade veio a tona, ou seria mais uma jogada de marketing? Há um paralelismo entre Michael Jackson e Lady Diana, no sentido de que, Paul Burrel, o fiel mordomo e confessor da princesa, criou uma nova versão dela para nós ao revelar segredos escondidos. Porém Burrel apenas revelou seus segredos após a morte da princesa, com Michael foi igual. Rowe revelou a farsa somente após o rei do pop morrer, pois sendo assim não conseguiria se defender. Mas fica no ar também essa defesa de Michael, pois se ele não se defendeu das acusações de pedofilia, porque então o faria em relação a seu casamento falso e dos desdobramentos deste? O mais impressionante é que não só o casamento de Michael ruiu, ruiu também sua família, uma vez que pagou para Rowe se casar com ele e posar de esposa feliz, e seus filhos, que na verdade não são seus, são de pais anônimos encontrados num banco de sêmen. Michael é oriundo de um universo onde a família sempre foi apenas ilustrativa. Seu pai era violento, sua mãe apática, seus irmãos apenas colegas de banda, nunca formaram uma família de fato, e como Michael sempre quis superá-los em tudo, queria ter uma família. Entretanto, como nunca conseguiu ou conseguiria por vias normais, comprou e manteve com dinheiro, o mesmo dinheiro que não o salvou da queda, da decadência artística, das doenças, e da morte. Michael nunca foi feliz em seus casamentos, apenas fingiu ser, muitos de nós acreditamos, agora ele está morto e muitos ainda insistem em não acreditar.


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Michael Jackson: Uma questão de cor.
por Marlon Marques.


Excetuando a própria família Jackson, Bryant, Queen Latifah, o mágico Johnson, Stevie Wonder e Lionel Richie podem apenas lamentar a perda do rei do pop como amigo. No caso de Michael Jackson não há como enveredar pela faceta racial elevando-o a status de grande artista negro. Esse Michael Jackson que morreu no último dia 25 de julho, não pode ser considerado um artista negro, pelo menos técnicamente falando. Michael Jackson era branco quando morreu – veja a diferença para o menino que cantou “ABC” e para o rapaz de “Billie Jean” – a capa do disco BAD já demonstra o processo de transformação. A crítica já disse que Joss Stone era branca com voz de negra, mas no caso de Jackson é um negro (genéticamente) na pele de branco. Musicalmente falando isso pouco importa, há artistas negros bons e ruins, assim como há artistas brancos bons e ruins, e não podemos ficar nos atendo a essas questões no que tange a inspiração. A questão é que Michael Jackson renegou o que era (negro) – ainda mais em um país como os Estados Unidos da América, chega a ser irônico o filho de Martin Luther King Jr. e Nelson Mandela terem se consternado tanto com a morte de Jackson. Até porque esses dois são ícones da luta pela igualdade racial (e dos direitos cívis) e Jackson não contribui nessa luta porque preferiu mudar de lado ao lutar. Não é uma questão meramente racial, pois “Off The Wall” e “Thriller” seriam grandes álbuns (tal qual o são) mesmo se Jackson fosse branco quando os lançou, a questão é que progressivamente sua qualidade foi caíndo como artista conforme sua postura humana (isso inclui a questão racial) foi mudando também. O negro americano sempre teve uma relação conflituosa com seu cabelo – mulheres sempre alisaram cabelos [afinal quem inventou as chapinhas e pranchas modernas], homens ou alisavam também ou raspavam [e ainda o fazem] – alisar os cabelos crespos não é uma prática condenável, entretanto, Michael Jackson foi além. Etnicamente falando os negros são todos de origem negróide, que possui como características genéticas pele escura, nariz largo, lábios grossos e cabelos crespos. Muitos negros de renome e prestígio [e dinheiro] alteraram algumas dessas características, não todas. Não sei se Jackson mecheu nos lábios, mas no nariz, no cabelo e na cor sim, e o pior foi a desculpa utilizada, a doença vitiligo. Talvez renegar a cor não seja necessariamente renegar a raça, mas é sobretudo um primeiro passo. Portanto celebrar esse evento lamentável [a morte de Jackson], como a morte de um grande artista negro acho precipitado. Jackson teve vergonha do fato de ser negro, e nem ligou para o fato de que negros como ele [era] poderiam contrariar seu destino e chegar ao estrelato. Jackson fez toda sua carreira a base de música negra – que é a base de quase 80% da música de qualidade americana – e isso então me faz compara-lo com os brancos sulistas racistas, que usaram os negros mas os desprezavam. O sentimento de inferioridade do negro não é uma exclusividade de Michael Jackson. O ocidente renega as contribuições do negro na construção do que hoje é o mundo. Na América então esse processo é muito mais acentuado. Das propagandas as novelas, dos filmes as universidades, passando pelas empresas e pelos altos cargos, os negros são timidamente uma minoria. As crianças são logo cedo doutrinadas a considerarem os negros inferiores, muitas nem se quer chegam perto de negros com medo, afinal na África somente existem tribos de canibais. Jackson talvez tenha sido uma dessas crianças que cresceram acreditando na superioridade branca, e por isso tenha se tornado branco. Essa talvez tenha sido sua maior excentricidade, a mudança de cor. Algo totalmente impensável, pois a cor e o nome são os traços mais marcantes da personalidade humana, cor dos olhos, dos cabelos, corte de cabelo, roupas, tudo isso se aceita mais facilmente, agora cor e nome não, isso diz exatamente quem você é. Michael Jackson não quis ser negro essa é a verdade, e por isso se afastou de todas as características que o faziam ser negro, não apenas a cor da pele. O mais irônico é que na canção “Black Or White” de Dangerous, Michael Jackson quis se redimir desse feito dizendo no refrão: “não importa se você é preto ou branco”. Fica a questão, se não importa se você é preto ou branco, porque então mudar de cor?


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sábado, 29 de agosto de 2009
Michael Jackson e a cruzada da pedofilia.
por Dusty O´Connor.


Como um pai amoroso pode ser pedófilo? E como um pedófilo pode ser um pai amoroso? Esse parece mais um dilema shakespeariano. Michael Jackson está no centro desse dilema, acusado várias vezes de abuso sexual infantil, o rei do pop é também um conhecido amigo das crianças. Pela declaração emocionada da filha de Michael Jackson na cerimônia de homenagem pela sua morte, a menina disse ser o astro o melhor pai do mundo. Macaulay Culkin sempre se disse amigo de Michael, e embora nunca tenha dito nada a respeito das suspeitas de pedofilia, implicitamente se posiciona a favor do astro pop. Porém se quem cala consente, tanto Macaulay quanto Michael consentiram algo. Pois Macaulay nunca disse sim nem não, e Michael nunca disse não as acusações, e sempre tentou calar o escândalo com seu dinheiro. Pense no caso do jogador Ronaldo com os travestis. Os travestis pediram um alto dinheiro para que a notícia não fosse para a mídia, o jogador preferiu assumir seu erro em público e se redimir do suborno, mostrando a todos que agiu errado, mas teria agido mais errado ainda pagando o suborno, uma vez que tanto ele quanto nós sabíamos que mais cedo ou mais tarde essa notícia sairia na mídia. Michael Jackson poderia ter feito o mesmo, poderia ter brigado na justiça por sua inocência desde a primeira acusação de pedofilia. Mas porque não o fez? Como ele já não está mais aqui para nos dizer, cabe a nós especularmos a respeito. Não estou querendo dizer aqui que ele é culpado, mas quem é inocente nos dias de hoje? Michael Jackson tornou-se muito mais falado por esses escândalos do que por sua qualidade musical. Em 1993 ocorreu a primeira acusação, todo esse calvário se estendeu até 2009, ano de seu falecimento. Se fizermos uma comparação, de 1993 para 1991, são dois anos, e 1991 é o ano de lançamento do último médio disco de Michael, Dangerous. A partir daí Michael chafurdaria na lama de sua própria vida, porém estava no auge, seu dinheiro e prestígio podiam abafar escândalos, mas o rei do pop se enganou e se esqueceu de um detalhe. A mesma indústria fonográfica e pop que o construiu, também o destruiria, e assim como o ergueu do mais profundo nada, ergueria outros astros de quilate inferior, mas que tomariam o espaço artístico de Michael – claro que com menos qualidade. Agora voltando aos casos de pedofilia, Michael apostou muito em sua história pessoal e em seu mito, alimentado pelo público e pela mídia. Ele talvez tenha acreditado que logo todos se esqueceriam desse fato, e que logo voltariam suas atenções as canções novas, aos novos discos ou as novas coreografias. Mas o que veio depois disso? Apenas fiascos, e uma caricatura de astro pop. O rei se nivelou aos súditos, agora ele era um de nós, suscetível aos erros, doenças e tristezas, e nem mesmo seu dinheiro e fama foram capazes de o salvar. Michael Jackson tornou-se uma figura tão bizarra que não seria de todo estranho que gostasse de molestar crianças. O ser humano é tão vil e ruim que tudo pode-se esperar, e no caso de um megalomaníaco superstar, nada disso soa tão impossível. Há um ditado que diz que onde há fumaça há fogo. Porque Michael obrigava os freqüentadores assinarem um contrato de comprometimento que dizia que nada poderia ser revelado sobre as experiências vividas e coisas vistas e ditas no rancho Neverland? O que de tão fantástico ou misterioso se fazia lá? Mesmo que após sua morte o mundo teve acesso a imagens do dia a dia no rancho, isso não me convenceu, pareceu-me tratar de montagem, mera edição. Se não faziam nada de mais no rancho, porque não revelar e deixar com que as suspeitas se auto-destruissem, mas não, o sigilo aumentava ainda mais as dúvidas sobre as atividades de Michael e dos freqüentadores de sua propriedade. Da mesma forma Michael resolveu não ir a diante na justiça sobre as acusações, será que ele tinha medo que um inquérito pudesse revelar algo que ele lutava para esconder? Possíveis provas, vestígios, depoimentos, funcionários acuados, coagidos a revelar sob táticas de interrogatório a realidade, ou realidade possível? Essas questões nos levam a crer que há algo de muito errado em tudo isso, mas que a morte do astro fez apagar momentaneamente da mente de todos, que consternados mundo afora preferem chorar a pensar a respeito. Mas do fundo do seu coração senhores pais, mães, irmãos, tios e padrinhos, depois de tudo isso, se Michael estivesse vivo, voceis deixariam suas crianças, filhos, sobrinhos, afiliados, passarem um final de semana em Neverland sem voceis, só eles e o astro?


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Michael Jackson - Thriller.
por Jiffy Stake.


Esse é simplesmente o disco mais vendido de todos os tempos com mais de 106 milhões de cópias, simples assim. De fato não é simples não. Trata-se de uma grande aula de pop, e foi Thriller que rendeu a Michael Jackson a alcunha e posto de rei do pop. Michael está melhor do que jamais esteve ou estaria a partir de então, sua voz afinada e celestial, corpo fluindo como um rio e explodindo como estrelas em coreografias e passos marcantes, canções simples e contagiantes. Isso tudo só foi possível graças a dois fatores, o genialidade de Jackson e o talento de Midas de Quincy Jones. Michael agrupou no estúdio os melhores músicos disponíveis, os melhores engenheiros e técnicos de som e um grande produtor, todos esses fizeram de Thriller a trilha sonora definitiva do pop, depois disso o mundo da música pop e do entretenimento não seriam mais o mesmo. Não se esqueça que é de Thriller a música homônima que rendeu um clipe maravilhoso apontado por muitos críticos como um dos melhores vídeos de todos os tempos. O balanço se faz presente por todo disco, linhas de baixo poderosas como em “Wanna Be Startin´Something´”, e black de primeira, com direito a metais em “Baby Be Mine”. Jackson abusa dos gritinhos típicos, gemidos e trejeitos, aqui ele cria todo um jeito de cantar que se tornariam sua marca posteriormente. Os corais e backing vocals são simetricamente inseridos nas canções como que gêmeos siameses, quase indissociáveis. “The Girl Is Mine” é uma daquelas baladas sensíveis e típicas dos bailes blacks dos anos 70. Essa canção traz a participação de Paul McCartney, sendo o primeiro single de Thriller. O arranjo de “Thriller” é realmente emocionante, é impossível ouvi-la e não se arrepiar. Thriller para mim representa não apenas o melhor momento de um Michael Jackson lúcido, mas um dos melhores momentos dos anos oitenta como um todo. A canção estourou no mundo todo, fez milhares de jovens dançarem, converteu outros milhares ao pop e fez com que a música entrasse nos lares por duas vias diferentes, rádio e tevê. Os outros dois singles seguintes no disco também são inesquecíveis. “Beat It” também ganhou um videoclipe popularíssimo, é uma canção vigorosa, assim como o vocal de Michael. Traz a participação de Eddie Van Halen na guitarra, onde esse executa um solo incrível. Essa canção aproximou Michael de um outro público, os roqueiros. “Billie Jean” é outra canção memorável, não ficando atrás de Beat It e Thriller. É considerado o maior sucesso da carreira do rei do pop, seu início é considerado clássico, é copiado e parodiado por músicos em todo mundo, além de conter uma batida vigorosa e uma interpretação emocionalmente forte de Jackson. Jackson volta a ser lascivo em “Human Nature”, impossível não compará-lo a Marvin Gaye

Michael Jackson - Thriller [Epic, 1982].
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Alanis Morissette - Jagged Little Pill.
por Dirce Dalila & Marlon Marques.


Alanis Morissette foi de fato muito competente ao gravar Jagged Little Pill. É sem dúvida seu melhor álbum, o que comprova a já conhecida maldição do primeiro disco, onde um artista não consegue mais o mesmo brilho em trabalhos posteriores. Um dos indicadores da consistência desse disco é o fato de que é o mais vendido álbum de estréia de um artista em todos os tempos, 30 milhões de cópias em todo o mundo [ressalva, estréia mais ou menos]. Alanis além de cantar, toca gaita e compõe, o que fez dela menina prodígio no Canadá antes de estourar mundo a fora como a jovem bonita e talentosa. Alanis mostra aqui uma outra faceta de sua personalidade, de menina religiosa de uma infância não tão distante a confessora de aventuras sexuais. O fato é que a menina cresceu e apareceu, mostrou maturidade ao mesclar maturidade com ingenuidade, e essa combinação é que da charme ao disco e o tornou tão bom quanto é. Jagged Little Pill pode ser entendido por seus hits e por seus não hits. O álbum é composto de bons rocks, como “All I Really Want” e “Right Through You”, um tanto pegajosos eu diria, mas músicas pulsantes e não enfadonhas. “Forgiven” mostra os atributos vocais de Alanis. Uma voz poderosa, alta e bem audível. A letra é uma espécie de exorcismo pessoal de Alanis, e talvez seja por conta dessa música e de You Oughta Know [principalmente] que muitos chamaram o álbum de terapêutico. Alanis emula Sinéad O´Connor quando diz: “todos nós precisávamos de algo para acreditar, assim fizemos”. “Not The Doctor” é lenta, cresce um pouco do refrão pra frente, já “Wake Up” segue essa linha mais lenta e melódica, porém com ingredientes a mais. É uma música com corpo pop, levada simples mas bem cativante, há um arranjo um tanto mais complexo de fundo nessa canção, Alanis mostra um pouco de lirismo em versos como: “existe um interesse óbvio pelo caminho menos resistente da sua vida”. “Perfect” também é um tanto terapêutica, pois é de certa forma um pouco do que todos sofremos um dia com nossos pais, a cobrança por sermos não bons, sermos os melhores, e os melhores dentro de suas concepções. Musicalmente, Perfect é uma balada semi-acústica, com dedilhados, órgão e uma interpretação emocionada e a flor da pele de Alanis. “Mary Jane” é quase irmã gêmea de Perfect, grandiosa também, exalta bem o timbre forte da voz de Alanis. A produção caprichada de Glen Ballard, faz com que voz não se sobressaia sobre os instrumentais, e nem esses sobre os vocais, onde todos brilham, principalmente Taylor Hawkins – o que lhe rendeu um convite para o Foo Fighters. “You Oughta Know” é uma verdadeira seleção de estrelas, pois traz as participações de Flea e Dave Navarro ambos do Red Hot Chilli Peppers. A canção é um rock rigoroso e consistente, Flea se sobressai como sempre com seu groove incomparável, enquanto que Alanis expressa claramente sua ironia e agressividade na letra. Alanis conta a história real de uma traição que lhe aconteceu, e a identificação com das jovens a época foi tamanha, que até hoje You Oughta Know é um hino [ou anti-hino] feminino. Do que adianta trocar alguém e pensar nesse alguém? Porque as pessoas não conseguem manterem-se instáveis em seus relacionamentos? São essas e outras questões que Alanis discute nessa bela música, além dos detalhes picantes de sua personalidade aqui revelados. “Hand In My Pocket” foi outro grande hit de Alanis Morissette, claro que um pouco menos do que os outros, mas também desfrutou de boa fama e execuções nas fm´s mundo afora. O solo de gaita de Alanis é sempre citado, talvez Hand... tenha obtido bastante sucesso por ser uma música simples e agradável. Um arranjo normal, nada demais, porém é extremamente contagiante, pois a letra revela quem é Alanis e quem é o público que a ouve. São jovens que não se importam tanto com as coisas que a sociedade impõe, são jovens imaturos, mas espertos, que riem mesmo tristes, livres, dedicados, que ganham mal em seus empregos medíocres, e é justamente nisso há que tudo se resume. “You Learn” é linda. Tem um balanço sem igual no disco todo, tem uma alegria e uma tristeza contida ao mesmo tempo, é em síntese uma canção agridoce, daquelas de se ouvir nos finais de tarde cinzas da vida. You Learn é realmente uma lição, onde Alanis de uma forma muito simples, diz a todo instante que a vida é um eterno aprendizado e que em todas as situações sempre aprendemos algo. Alanis se aproxima de nós quando diz: “eu recomendo dar um passo maior que a perna, eu certamente dou”, ou seja, ela erra também, tanto quanto nós. Nos aconselha a cometer gafes, a sermos livres, e soltar-nos e libertar-mos a criança que existe em cada um, sempre sob uma base de rock simples, com direito a overdubs e modulações de guitarra lentas, quase desérticas. O grande hit mesmo do disco é “Head Over Feet”, quem não se lembra do videoclipe – assim como do videoclipe de Ironic. Essa música na verdade é um devaneio, um sonho feminino, algo que muitas diria somente ocorrer num plano ideal. Há dúvidas de que essa história contada por Alanis

Alanis Morissette - Jagged Little Pill [Maverick, 1995].
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Crítica.
Silverchair - Young Modern.
por Guy Anderson.

Young Modern é o quinto álbum de inéditas do Silverchair. Essa banda australiana passou por um grande processo de maturação de seu som. Não que o objetivo final fosse atingir uma sonoridade específica, mas da para pensar pelo menos que buscavam uma maturidade. Esse salto se deu sem dúvida no ótimo Neon Balroom de 1999. Novas formas de fazer músicas foram experimentadas, e experimental é o melhor adjetivo para esse Young Modern. Aqui o Silverchair faz um rock básico [a base], com pretensões apoteóticas, eletrônica e orquestrações. O Silverchair de vez se afasta do estereótipo de bandas juvenis para se elevar a um status de banda madura, até a voz de Daniel Johns mudou. Não há mais o peso das guitarras de Frogstomp e tão menos a fúria deste e de Freak Show, mas também não há mais o doce exagerado de uma Miss You Love, apesar de que resquícios de Neon pairam pelo disco. “Young Modern Station” é pulsante e moderna, abre o disco já dizendo ao ouvinte o que se seguirá nas demais 10 faixas do disco. Emendada a essa vem “Straight Lines”, o primeiro single do disco. É uma música crescente e cheia de modulações, de fato não lembra em nada os trabalhos anteriores da banda, há um clima bem mais ameno e renovador. Johns faz alusão a superação da anorexia em alguns momentos, mas fala de otimismo e de andar em linha reta, sentenciando que “não preciso de tempo para dizer, o ontem não vai mudar”. Já “If You Keep Losing Sleep” é uma mistura de Panic At Disco com Green Day, no formato, mas no conteúdo e na execução, supera ambos respectivamente. Orquestras do fim do mundo andam lado a lado com batidas militares e pianos, e até incursões circenses. “Reflections Of A Sound” é uma recriação de Beatles do Abbey Road versão terceiro milênio. Ótima canção [linda letra também] – figura entre as melhores do disco – fácil [veja o refrão], palatável e de apelo pop, Reflections Of A Sound traz um riff diferente de guitarra Daniel Johns, mas a produção também caprichou bastante nos efeitos, engrandecendo ainda mais a música e o disco como um todo. “The Man That Knew Too Much”, segue a mesma linha de Reflections Of A Sound, cadenciada, porém forte, tem também um ótimo refrão, além dos corais. “Waiting All Day” é um canção de amor. Porém como dito anteriormente não no esquema doce de rádios como Miss You Love, mas numa base de piano e dedilhados de guitarra, efeitos delay e doses de boa vontade, de fazer uma canção de amor honesta e bem intencionada. “Mind Reader” é a mais rock do álbum, paga um certo tributo ao rock dos anos 70 e ao revival deste feito pelo rock atual – e consegue a proeza de ser melhor nessa investida do que as bandas que o fazem no rock de hoje. “Low” tem uma levada meio country no início, mas depois nos traz um calmaria, uma paz de espírito sem igual, e parece-me que o Silvechair nesse disco descobriu uma fórmula de fazer ótimos refrões. “Insomnia” acerta em cheio em seus riffs esticados e alterações em calmo e tempestuoso, além de trazer a tona com mais clareza a voz de Johns depurada como um bom uísque em tonéis esquecidos em porões. “All Across The World” é um verdadeiro tratado de beleza e ternura. Johns canta de forma levemente desesperada, emocional, sob uma base de um blues doído, marcado por piano e delicados arranjos orquestrais. Porém um dos grandes destaques do disco é a quinta canção, uma peça em duas partes chamada “Those Thieving Birds/ Strange Behavior/ Those Thieving Birds”. Uma canção complexa, composta por Daniel Johns em parceria com Van Dyke Parks, gravada em Praga junta a orquestra filarmônica tcheca. A música é grandiosa, uma grande fusão de pop e erudito, antigo e moderno, nos moldes da grandeza de Frank Zappa. A presença da orquestra traz a canção uma grandiosidade ímpar, pois a impetuosidade do arranjo se destaca de tal forma que o complemento com a música em si faz uma alquimia perfeita. Não por menos que Young Modern não atingiu o sucesso que todo disco espera atingir, talvez seja um reflexo dos tempos que vivemos, as pessoas querem cada vez mais o mesmo, não gostam e não entendem o diferente ou o fora dos padrões. Fiz aqui uma pequena comparação com Frank Zappa, e talvez isso explique, o quão difícil é para um ouvinte médio entender. O All Music Guide e a Rolling Stone elogiaram o disco, mas sabemos todos que esse tipo de som não interessa e não agrada a grande massa, com certeza muitos o esquecerão rápido, mas para uma minoria bem atenta, esse disco poderá render boas e longas sessões de audição.

Silverchair - Young Modern [EMI - Int´l, 2007]
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Crítica.
Lush - Lovelife.
por Guy Anderson & Marlon Marques.

O Lush é um boa banda. Quem conhece a banda sabe disso. Porém nunca uma banda representou tão bem a influência de um produtor como o Lush. Foi só sair Robin Guthrie e entrar Pete Bartlett [Therapy?] que o som do Lush mudou. Lovelife soa como Elastica. Saíram as sombras da influência de Guthrie para entrar um ar de riso no canto do rosto, mas um riso um tanto sem graça, uma vez que soturna, a banda funcionava melhor. Embora os vocais e os instrumentais continuem bons, as músicas alegrinhas já não empolgam tanto quanto a melancolia da fase anterior da banda. Até o nome do disco é um reflexo dessa renovação. As duas músicas iniciais são ruins, “Ladykillers” e “Heavenly Nobodies”, são rápidas e urgentes, e não combinam com o timbre baixo de Miki Berényi. Talvez se seu vocal fosse menos meio do caminho entre um punkzinho e sua antiga forma, se sairia melhor. “

Lush - Lovelife [4AD, 1996].
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009
That´s Entertainment: O entretenimento e a vida que passa.
por Marlon Marques.

“That´s Entertainment” é uma crônica da vida inglesa monótona do meio dos anos 70. É um retrato da apatia e da desilusão que levou milhares de jovens a se expressar por meio do rock n´roll, especialmente no punk e nos pós-punk. A Inglaterra dessa época já não tinha mais a mesma importância política do passado, era apenas uma mera coadjuvante no sistema internacional e aliada dos Estados Unidos. No aspecto econômico e social, o país passava por sérias dificuldades, desemprego, marginalidade, violência e repressão. Os Sex Pistols cantaram que não havia futuro na Inglaterra, e por mais farsa que tenham sido, eles estavam certos, e gente com The Jam, The Fall e Joy Division trataram de comprovar. Londres e Manchester como grandes metrópoles, eram símbolos históricos do capitalismo britânico, da revolução industrial e da acentuada luta de classes. Essas duas cidades foram os epicentros dessa contestação em forma de música. E justamente um ano depois da ascensão de Margareth Tatcher ao poder como primeira ministra, o The Jam lança Sound Affects, um petardo direcionado a vidinha medíocre britânica. E é nesse disco de 1980 que está That´s Entertainment, onde Weller narra as desventuras de uma vida que passa e de um cotidiano sem opções, de uma vida sem opções. O narrador é vários sujeitos em um sujeito só, transita do amargo, ao cético, ao irônico, sempre lançando seu olhar para os fatos de forma crítica. Há na letra de Weller um senso de realidade muito profundo, além de uma poesia refinada e bastante ácida. A primeira crítica vai para a sinfonia da metrópole. Weller denuncia os vários ruídos e a poluição sonora: “um carro de polícia com uma sirene barulhenta, uma pneumática britadeira rasgando o concreto, um bebê chorando e o uivo de um vira-lata, o barulho dos freios”, além de um gato que chora, ou seja, uma cidade intranqüila. A modernidade nos dá de presente esse tipo de cidade, além dos problemas estruturais apontados como “muros pichados”, lâmpadas de postes piscando, falta de energia (blackout), umidade nas paredes dos apartamentos e casas, cabines telefônicas destruídas, etc. Os dias passam rápido, as segundas-feiras são lentas, as quartas tristes, os dias são cinzas. Veja a vida como está, não há motivos para comemorar feriados ou manter tradições [não tomar seu chá], temos de nos destruir ao acordar desse pesadelo, fumando um cigarro ou ensaiando como uma banda amadora num terreno baldio qualquer. Essa é a forma de vencer o marasmo, de expressar a revolta e a insatisfação com esse modelo falido e elitista. Os dias passam, mais um vez temos que acordar as seis da manhã em mais um dia frio, pegar o trem elétrico e ir ao trabalho. Engolindo fumaça dos carros e a poluição da cidade, e depois voltar a um apartamento frio. O que eu quero? Do que eu preciso? De entretenimento ou alienação? Talvez de ambos. Escapo me envolvendo nos braços de uma garota quente, seu perfume amanhecido são como aromas do campo, dos verdes campos da liberdade, de quando penso em estar longe de tudo isso. That´s Entertainmet diz o que os puristas não queriam ouvir, o que a tradição abomina. Essa música não só é um clássico, é também um hino contra a passividade e a aceitação, é um chamado para aqueles que não acreditam no otimismo paternalista oficial, mas acreditam que a melhor maneira de salvar suas vidas é fechando os olhos e se entretendo.

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